sábado, 17 de março de 2012

fOi-Se


Caminhando sozinha por essas ruas onde as lembranças me agarram

Por esses locais repletos de saudades

Olho para eles já nada me faz confusão

Já nada me faz chorar

Um passado que ficou

Virei a página

Mas sem rasgar continuei a escrever

São apenas memórias de uma fase que se foi

Olho-te nos olhos e nada me parece mais confuso

Aquele tempo longe de ti

Daqueles lugares

Fiquei hibernada no meu canto

E hoje sinto que renasci de novo

Sem mais magoa e raiva

Caminho descontraída sem dar importância

Apenas lembrando o que já fora

Convivo sem me engasgar

Falo num tom de voz diferente

Talvez mais fria

Não sonho mais

Naquela escuridão não lembro mais

Ficando imune a essa doença que me perseguia

Repleta de marcas pelo meu caminho

Fui embora por uma hora

Por um tempo que me curou

E ao voltar pedi ao tempo que me ajudasse

Sei que errei suportando essa dor como castigo

Sei agora que nada passou de uma ilusão de duas almas

Um conforto para nós

Talvez uma lição de vida que faltava no meu coração

Agora eu me pregunto o porque?

De tudo ter acontecido assim

Daquela maneira que hoje me é frustrante

Um início incerto com um final correcto


א

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